sábado, 18 de maio de 2013

Casal já ensinou mais de 250 mil alunos a dançar no embalo da música gaúcha


Rio Negro – Gaúcho da gema, tradicionalista, gremista fanático e rionegrense de coração. Essas são algumas das expressões para se referir ao sargento aposentado, Nelson Solis da Silva. Aos 71 anos e natural do Rio Grande do Sul, ele chegou em Rio Negro, em 1973, transferido na época da fundação do 5º RCC. Passados 4 décadas, o sargento aposentado, é hoje junto da esposa professor de dança gaúcha e parte da história viva do tradicionalismo gaúcho rionegrense.


Do sul do Paraná, ao norte de Santa Catarina, Solis é unanimidade quando o assunto é dança gaúcha, dos mais de 300 cursos que ministrou, já formou mais de 250 mil alunos, isso em 30 anos de trabalho. Conta que aos 12 anos, já se apresentava em grupos folclóricos, mas foi no exército, que iniciou como professor de dança. “Na época, os militares vindos do Rio Grande do Sul, organizaram e fundaram o CTG Rincão da Saudade, cada um, assumiu uma função, devido minha experiência com as danças, passei a ministrar os cursos, a ideia era ensinar e não deixar nossos filhos perderam as tradições, alguns anos depois me aposentei, e continuei ministrando os cursos de dança”.

Solis lembra que diferente de outros ritmos regionais, a música gaúcha tem 10 ritmos diferentes o que torna a dança uma arte a parte dentro da cultura gaúcha.  

Em sua própria casa, ele construiu um recanto onde também ministra os cursos e mantem vários itens em exposição. E quem visita sua casa, da de encontro, a várias peças do cotidiano campeiro, o que da uma noção de como era a vida do gaúcho no passado. Os itens que vão de pintura em telha a apetrechos de montaria. “Algumas professoras que tiveram aulas de dança aqui em casa, depois trouxeram seus alunos para conhecer nossa exposição, isso nos enche de orgulho. Temos fotos das viagens que fiz mundo a fora, da minha carreira militar e utensílios antigos. Muitos destes utensílios devido o avanço da tecnologia não são nem mais fabricados, mas aqui, as pessoas mais novas têm condições de conhecer como era a vida no passado”, explica.

De suas coleções, vários itens, possibilitam uma noção da evolução que esses produtos tiveram ao longo dos anos, desde moedas antigas, cuia de chimarrão, esporas, estribos a embalagem de erva mate. Até um raro exemplar de tava, também chamado de jogo de osso, peça feita com o garrão do boi.

SERVIÇO
Contato: Nelson Solis da Silva. Em Rio Negro, rua Miguel Grein, 261, Campo do Gado.
Fone: 3642-2994 

Seu Nelson e Beatriz mantém em casa um acervo histórico da tradição gaúcha

Um comentário:

  1. conheço este belo casal, e aprendi a dançar com eles nos anos 90 em Rio Negro, no CTG Rincão da Saudade!!! o

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